Contexto
O risco não espera a regulação. A decisão também não.
O que antes era opcional virou inevitável. Externalidades e sustentabilidade agora fazem parte da equação de decisão de todos os negócios. Dados e rastreabilidade são a base de tudo.
Mai · 2026
CVM torna o reporte voluntário
A Resolução CVM 244 retirou a obrigatoriedade do relatório de clima e sustentabilidade (IFRS S1/S2). A adoção segue, agora por escolha, sustentada por valuation, custo de capital e exigência de investidores. E, a partir de 2027, vale o "pratique ou explique": quem não reportar terá que se justificar ao mercado.
Set · 2026
Reguladores financeiros elevam a régua
O Banco Central padroniza e amplia a divulgação de riscos sociais, ambientais e climáticos (GRSAC, Resolução BCB 586), a Susep coloca em consulta regras alinhadas ao IFRS S1/S2 para seguradoras e a Previc passa a exigir avaliação de riscos ESG nos investimentos dos fundos de pensão. Quem financia, segura e investe seguirá cobrando dados.
Dez · 2026
EUDR entra em aplicação
A Lei de Desmatamento da União Europeia passa a valer para grandes operadores, exigindo rastreabilidade auditável de quem exporta para o bloco.
2027
O ano da convergência
"Pratique ou explique" da CVM, GRSAC em vigor, primeiros setores sob o mercado regulado de carbono (SBCE), nova metodologia do ISE na carteira de maio e Planos ESG dos maiores fundos de pensão aprovados. O calendário está cheio.
E, enquanto o calendário regulatório avança, o risco físico já se materializa: os efeitos do super El Niño pressionam safras, preços e cadeias de suprimentos.
Todas essas forças cobram a mesma base: dados confiáveis, auditáveis e prontos para decisão.
As empresas que tratarem isso como escolha estratégica, e não como obrigação adiada, sairão à frente.